"O cientista é ateu e o teísta é anticientífico" parece uma verdade de fé ou um postulado científico. Na verdade devemos entender que isto é uma falácia. Grandes cientistas tinham algum tipo de crença religiosa.
A ciência não é contrária a religião. A ciência baseia-se no método científico para descobrir a verdade e nada fala sobre a existência de um deus, não fala nada contra a moral e os práticas sociais. Mesmo os mais famosos cientistas ateus mostram claramente que seu ateísmo não é uma questão de convicções pessoais e não um teorema.
Ah, mas a religião foi e é contra a ciência... Na verdade este é outro engano comum. As religiões não mostram-se opositoras das ciências, mas sim se opõem a práticas contra a moral que a religião valoriza.
Fora o fato da política tomar de assalto as crenças religiosas para manipular o povo. Por exemplo, a idade das trevas o desenvolvimento científico não prosperou por falta de um método e não por oposição da igreja. a igreja criou e patrocinou as primeiras universidades europeias e criou os cursos de filosofia natural e matemática aplicada difundindo o que viríamos a chamar de ciências.
Sobre Galileu, só posso dizer que a sua condenação sempre me pareceu mais política que religiosa. por difundir um texto que satirizava as crenças do Papa, e sua condenação veio por acusações acerca da sua afirmação sobre a invalidade da bíblia como fonte de verdade e não sobre suas descobertas científicas.
Na verdade a luta da ciência é contra o pensamento dogmático e não contra a religião. É uma pena o fato dos fundamentalistas religiosos terem pensamentos dogmáticos. Mas dentro da própria ciência temos exemplos de pensadores dogmáticos que desafiam a própria ciência.
As fases de mudanças de paradigmas são turbulentas e sempre aparecem os que dogmatizam o passado. Posso lembrar-vos do caso de Boltzmann, que teve suas teorias ridicularizadas de tal forma no meio científico que recorreu ao suicídio. Ainda devemos lembrar de tantos outros que desenvolveram seus paradigmas, mesmo depois de derrotados por outros melhores, tais como Lorentz, que defendia a mecânica Newtoniana mesmo mostrando a relatividade; Lord Kelvin, que defendeu o fim da física, e Priestley que defendeu a teoria do flogistíco mesmo encontrando o oxigênio.
Bem, devemos entender que tanto a ciência quanto a religião são construção humana formando e definindo a cultura do povo que a absorve.
Ps: sobre o pensamento dogmático, releia os post deste blog e vejam quantos dogmas científicos eu professo e defendo. Tudo isso é uma questão de paradigma.
Fonte:
Filosofia da ciência e da tecnologia, Regis de Moraes.
Filosofia da ciência, Rubens Alves.
Evolução da física, Albert Einstein e Leopold Infeld
O mundo assombrado por demônios, Carl Sagan.
A estrutura das revoluções científicas, Thomas Kuhn.
A física do parque, Alexandre Mendes e Henrique Barros.
Uma história da ciência, Michael Mosley e John Lynch.
Uma nova história do tempo, Stephen Hawking e Leonard Mlodinow.
História da ciência, Maria Beltran, Fumikazu Saito e Laís Trindade.
Livro das religiões, editora globo.
Galileu na Prisão, Ronald Numbers.
quinta-feira, 30 de abril de 2015
quinta-feira, 23 de abril de 2015
O que (e por que) fazer para gelar a cerveja mais rápido?
Acho que você já sabe alguns desses métodos ou já pode ter precisado de algum deles alguma vez. Fiz uma breve pesquisa na internet e vi várias formas baratas e não tão batatas. Umas com materiais que você deve ter em casa.
Dica 0: Ponha a cerveja na geladeira cedo.
Bem, se você por a cerveja na geladeira com tempo suficiente a potência de resfriamento tirará energia suficiente para deixa-la na temperatura certa.
Mas se você não fez isso vai querer outras dicas.
Dica 1: Enrole a lata em papel molhado.
Por a cerveja deve ser colocada na geladeira, não no isopor. A água é melhor condutora térmica que o ar. O que faz com que a cerveja perca o calor interno mais rapidamente. E o papel molhado é a melhor maneira de manter a água entorno do papel.
Dica 2: Água, gelo e sal.
Essa é para por as cervejas no isopor. O sal deve ser misturado ao gelo e a água. O sal vai baixar o ponto de fusão da água. fazendo com que o gelo necessite de mais energia para manter-se sólido. Esta energia extra que o gelo usa vem da cerveja.
Dica 3: Álcool, água, Gelo e sal.
Similar a dica 2. A diferença é que o álcool tem melhor condutividade térmica que a água o que torna o tempo para deixar a cerveja gelada fica bem menor.
Dica 4: Spray.
Serve para gelar sem geladeira ou isopor. Podemos usar qualquer lata de Spray (desodorante, limpador de eletrônicos, etc). Isso acontece porque quando um gás se expande a temperatura dele cai. Dai é um truque que faz a temperatura cair devagar.
Dica 5: Extintor de incêndios de CO2.
Acho que os trapalhões foram os inventores deste método. Na verdade é similar a dica 4, porém é bem mais rápido e a deixa as latas secas. e mesmo que o extintor esteja proximos de ser regarregado ele será útil.
Termino por aqui. Mas tenho certeza que tem alguns amigos meu que deve está pensando: "finalmente algo útil nesta coisa".
Dica 0: Ponha a cerveja na geladeira cedo.
Bem, se você por a cerveja na geladeira com tempo suficiente a potência de resfriamento tirará energia suficiente para deixa-la na temperatura certa.
Mas se você não fez isso vai querer outras dicas.
Dica 1: Enrole a lata em papel molhado.
Por a cerveja deve ser colocada na geladeira, não no isopor. A água é melhor condutora térmica que o ar. O que faz com que a cerveja perca o calor interno mais rapidamente. E o papel molhado é a melhor maneira de manter a água entorno do papel.
Dica 2: Água, gelo e sal.
Essa é para por as cervejas no isopor. O sal deve ser misturado ao gelo e a água. O sal vai baixar o ponto de fusão da água. fazendo com que o gelo necessite de mais energia para manter-se sólido. Esta energia extra que o gelo usa vem da cerveja.
Dica 3: Álcool, água, Gelo e sal.
Similar a dica 2. A diferença é que o álcool tem melhor condutividade térmica que a água o que torna o tempo para deixar a cerveja gelada fica bem menor.
Dica 4: Spray.
Serve para gelar sem geladeira ou isopor. Podemos usar qualquer lata de Spray (desodorante, limpador de eletrônicos, etc). Isso acontece porque quando um gás se expande a temperatura dele cai. Dai é um truque que faz a temperatura cair devagar.
Dica 5: Extintor de incêndios de CO2.
Acho que os trapalhões foram os inventores deste método. Na verdade é similar a dica 4, porém é bem mais rápido e a deixa as latas secas. e mesmo que o extintor esteja proximos de ser regarregado ele será útil.
Termino por aqui. Mas tenho certeza que tem alguns amigos meu que deve está pensando: "finalmente algo útil nesta coisa".
quinta-feira, 16 de abril de 2015
Existe uma prova científica da existência de Deus?
A alguns anos ouvi dizer que um físico usou a teoria quântica para provar existência de Deus. Na hora eu imaginei: "caramba isso vai abalar a crença de muitas pessoas", mas um dos meus professores comentou que essa prova era um engodo. Lembro-me que ele falou que que uma demonstração dessa seria em essência tão difícil que poucas pessoas na terra teriam a competência de entender, imagina de fazer.
Depois que comecei a estudar filosofia da ciência percebi que tem algo um pouco mais complicado do que a simples dificuldade de faze-lo.
Primeiro, em ciências o objeto de estudo deve ser bem definido. E como existem divergências em relação aos atributos de Deus mesmo dentro de uma mesma religião, não temos um objeto de estudo bem definido.
Segundo, em ciências precisamos falsificar as afirmações ou ter, no mínimo, a capacidade de falsificar as afirmações dadas. Mas as provas da existência de Deus são irrefutáveis, por isso são infalsificáveis, portanto não fazem parte da ciência.
Terceiro, a ciência não nega a existência de Deus. Só não pode provar sua existência ou sua inexistência Dele. Quem nega a existência de Deus por que não se pode provar cientificamente está fazendo uso da navalha de Ockham. o que não quer dizer que Deus não exista, mas não quer dizer que Deus exista.
Fonte:
Filosofia da ciência e da tecnologia, Regis de moraes.
Filosofia da ciência, Rubens Alves.
Evolução da física, Albert Einstein e Leopold infeld
Depois que comecei a estudar filosofia da ciência percebi que tem algo um pouco mais complicado do que a simples dificuldade de faze-lo.
Primeiro, em ciências o objeto de estudo deve ser bem definido. E como existem divergências em relação aos atributos de Deus mesmo dentro de uma mesma religião, não temos um objeto de estudo bem definido.
Segundo, em ciências precisamos falsificar as afirmações ou ter, no mínimo, a capacidade de falsificar as afirmações dadas. Mas as provas da existência de Deus são irrefutáveis, por isso são infalsificáveis, portanto não fazem parte da ciência.
Terceiro, a ciência não nega a existência de Deus. Só não pode provar sua existência ou sua inexistência Dele. Quem nega a existência de Deus por que não se pode provar cientificamente está fazendo uso da navalha de Ockham. o que não quer dizer que Deus não exista, mas não quer dizer que Deus exista.
Fonte:
Filosofia da ciência e da tecnologia, Regis de moraes.
Filosofia da ciência, Rubens Alves.
Evolução da física, Albert Einstein e Leopold infeld
quinta-feira, 9 de abril de 2015
Comentários sobre "Física do dia a dia (volume 1)".
Física do dia a dia (volume 1)
Titulo original: Física do dia a dia.
Autor: Regina Carvalho.
Ano do lançamento: 2003.
Preço médio: R$: 17,00.
É um livro de divulgação científica trazendo 105 perguntas e respostas sobre a física do cotidiano.
O livro traz poucas ilustrações, desnecessárias.
O formato de perguntas e respostas facilita a leitura em blocos.
O livro é informativo.
O livro ficou dentro de minhas expectativas.
Em resumo: Foi um livro muito bom. Recomendo.
Titulo original: Física do dia a dia.
Autor: Regina Carvalho.
Ano do lançamento: 2003.
Preço médio: R$: 17,00.
É um livro de divulgação científica trazendo 105 perguntas e respostas sobre a física do cotidiano.
O livro traz poucas ilustrações, desnecessárias.
O formato de perguntas e respostas facilita a leitura em blocos.
O livro é informativo.
O livro ficou dentro de minhas expectativas.
Em resumo: Foi um livro muito bom. Recomendo.
quinta-feira, 2 de abril de 2015
Mentiras e pegadinhas científicas
Aproveitando a boa época para falarmos sobre algumas mentiras e pegadinhas científicas.
Existem vários episódios conhecidos que mostram que cientistas fazem brincadeiras com outros cientistas e com as editoras de periódicos técnicos científicos.
Nem sempre podemos acreditas nos dados que temos.
Existem vários episódios conhecidos que mostram que cientistas fazem brincadeiras com outros cientistas e com as editoras de periódicos técnicos científicos.
Nem sempre podemos acreditas nos dados que temos.
quinta-feira, 26 de março de 2015
Falsificasionismo: a ciência para Popper.
No século passado um filosofo da ciência chamado Karl Popper desenvolveu a ideia do falsificasionismo como elemento formador da ciência. Para que a ciência progrida é necessário que tentemos falsificar as hipóteses que temos.
Para o indultivismo científico funcionar de maneira a considerarmos a ciência como verdadeira deveríamos testar todas as possibilidades. Como sabemos que testar todas as possibilidades são impossíveis. Não tornar o conhecimento científico mais verdadeiro e sim torna-lo menos falso, isso sim deveria ser o trabalho do cientista.
Popper acredita que se uma hipótese não puder ser falseada nem podemos considera-la científica. Por exemplo: "O amor é o melhor dos sentimentos". Não é uma afirmação científica, pois não temos como falsear a hipótese.
Para o indultivismo científico funcionar de maneira a considerarmos a ciência como verdadeira deveríamos testar todas as possibilidades. Como sabemos que testar todas as possibilidades são impossíveis. Não tornar o conhecimento científico mais verdadeiro e sim torna-lo menos falso, isso sim deveria ser o trabalho do cientista. Popper acredita que se uma hipótese não puder ser falseada nem podemos considera-la científica. Por exemplo: "O amor é o melhor dos sentimentos". Não é uma afirmação científica, pois não temos como falsear a hipótese.
quinta-feira, 19 de março de 2015
Navalha de Ockham: a base do pensamento científico.
Você já ouviu falar sobre a navalha de Ockham (ou Occam)?
Bem, mesmo que você nunca tenha ouvido falar você deve saber que ela permeia os princípios científicos em sua forma mais simples.
Para explicar o que é a navalha de Ockham vamos a um exemplo. Imagine que você está em uma estrada a noite e você vê dois faróis paralelos ao longe vindo em sua direção. O que você diria que são esses faróis?
Se você pensou em um carro, você usou a navalha de Ockham, mas se você pensou em duas motos emparelhadas você é uma pessoa criativa e se você pensou que eram OVNIs... Vá se tratar, isto deve ser mania de perseguição.
Voltando a navalha de Ockham. a navalha é uma forma metodológica de pensar que diz que se um fenômeno pode ser explicado de muitas maneiras devemos escolher as mais simples. Este método é a base do pensamento científico moderno.
Devemos entender que nem sempre o pensamento mais simples é o pensamento mais correto e por isso devemos buscar o falsificasionismo. Falsear pensamentos é uma outra forma de desenvolvimento do pensamento científico, mas isso é assunto para outro dia.
Bem, mesmo que você nunca tenha ouvido falar você deve saber que ela permeia os princípios científicos em sua forma mais simples.
Para explicar o que é a navalha de Ockham vamos a um exemplo. Imagine que você está em uma estrada a noite e você vê dois faróis paralelos ao longe vindo em sua direção. O que você diria que são esses faróis?
Se você pensou em um carro, você usou a navalha de Ockham, mas se você pensou em duas motos emparelhadas você é uma pessoa criativa e se você pensou que eram OVNIs... Vá se tratar, isto deve ser mania de perseguição.
Voltando a navalha de Ockham. a navalha é uma forma metodológica de pensar que diz que se um fenômeno pode ser explicado de muitas maneiras devemos escolher as mais simples. Este método é a base do pensamento científico moderno.
Devemos entender que nem sempre o pensamento mais simples é o pensamento mais correto e por isso devemos buscar o falsificasionismo. Falsear pensamentos é uma outra forma de desenvolvimento do pensamento científico, mas isso é assunto para outro dia.
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